A prosa da pós-guerra
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Dos desdobramentos do pós-guerra à fabricação do caos na literatura, está em jogo a crise da representação na nova ficção norte-americana
Sérgio Luiz Prado Bellei
Um bom começo para o entendimento da prosa de ficção norte-americana da segunda metade do século 20 é o ano de 1945, término de uma guerra catastrófica que confirmara, no período de maior progresso da humanidade, a vigência de uma violência inédita. Participantes oficiais na guerra após o ataque a Pearl Harbor, os norte-americanos experimentariam, no âmbito internacional, o gosto daquela fúria sanguinária que já tinham testemunhado em casa, durante a guerra civil. E sabiam que se tratava daquela fúria que, aliada à tecnologia da moderna máquina bélica, tornava possível a chacina sistemática e eficiente. No âmbito da cultura, as bombas atômicas que reduziram a pó duas cidades japonesas tornaram-se emblemáticas da dissonância fatal entre o poder tecnológico e a sabedoria humana. No final da década de 1970, o romancista Kurt Vonnegut tornou-se porta-voz de toda uma geração literária ao confessar o seu desencanto diante do poder destrutivo da guerra tecnológica. Tinha antes acreditado que a ciência e os cientistas (entre eles o seu próprio irmão, um físico que trabalhava para a General Electric) iriam descobrir o funcionamento da vida e contribuir para o advento de uma sociedade mais humana e afortunada. A realidade foi outra: os cientistas despejaram toneladas de “verdade científica sobre Hiroshima”. Vonnegut constata aqui, mais intensamente, o que o poeta e. e. cummings (1894-1962) tinha já percebido em 1944: “Piedade desse monstro em ação, humanimaldade? Não. O progresso é uma doença confortável…” (trad. Augusto de Campos)
A conjuntura sociocultural
Para piorar, os problemas que vinham de fora tinham como contrapartida os que vinham de dentro. A transformação da guerra quente em guerra fria abria portas para a sanha do senador McCarthy, caçador ferrenho de bruxas e comunistas. Capitaneada por Hollywood, a indústria cultural homogeneizava gostos, estilos de vida e hábitos de consumo da classe média bem remunerada. As raras possibilidades de redenção política e cultural que apareciam aqui e ali tinham fôlego literalmente curto: Kennedy é assassinado em 63, Malcolm X, em 65, Martin Luther King, em 68. Na década de 1970, a derrota no Vietnã, o escândalo de Watergate e a renúncia de Nixon reforçariam ainda mais a onda de incertezas e angústias culturais. Enquanto isso, forças institucionalizadas como as multinacionais, o complexo militar, o sistema educacional e até mesmo as organizações religiosas cresciam rapidamente, configurando-se como ameaças impessoais, poderosas, incontroláveis, e insensíveis às aspirações do homem comum.
A prosa literária que vai do final da guerra até aproximadamente meados da década de 1970 é marcada por um misto de desconfiança, medo, angústia e alienação. São os sentimentos que caracterizam, por exemplo, muitos dos personagens de escritores judeus, como Saul Bellow (1915-2005), Philip Roth (1933 – ), Joseph Heller (1923-1999) e Jerzy Kosinski (1933-1991); ou de escritores negros, como Richard Wright (1908-1960), James Baldwin (1924-1987) e Ralph Ellison (1913-1994). Mas trata-se da constante temática que ultrapassa os limites de grupos culturais específicos e que se manifesta também em escritores como Kurt Vonnegut (1922-2007) ou Ken Keysey (1935-2001).
O romance Ardil 22 (Catch 22), de Joseph Heller, é um dos exemplos maiores desse clima cultural. Não por acaso, os personagens vivem os momentos finais da Guerra, em 1943. Mas a guerra é aqui emblemática do próprio contexto sociocultural norte-americano, ou seja, um universo regido por um aparato de controle kafkiano do qual ninguém escapa. O aparato tem o poder de tornar a vida humana alienada, sem significado e sem destino. O personagem Orr, piloto da Força Aérea Norte-Americana, acaba por enlouquecer, o que lhe daria o direito de pedir baixa e retornar da base militar na Itália, onde realiza bombardeios sobre o inimigo, para os Estados Unidos. Mas ao pedir baixa, demonstraria que não estava louco, e teria que realizar novas missões. Demente ou não, de acordo com o ardil 22, teria que continuar a realizar missões de guerra. Já se percebe que a lógica do ardil 22 depende de uma razão enlouquecida.
Não é por acaso que, direta ou indiretamente, essa lógica de manicômio está presente em outros romances clássicos do período. O exemplo mais conhecido aparece no clássico de Ken Kesey, Um estranho no ninho (One flew over the cuckoo’s nest), que situa a ação do romance em um hospício dirigido por uma enfermeira perversa e castradora. Nurse Ratched, como é chamada, acaba por decidir que o protagonista do romance, Randle McMurphy, deve ser lobotomizado. A castração mental deve ocorrer porque McMurphy tentara afirmar sua identidade e ajudar os dementes entorpecidos por drogas a resgatar o significado da vida. E não custa lembrar que o percurso de Holden Caulfield, herói rebelde do romance clássico de J. D. Salinger (1919 -), O apanhador em campo de centeio, termina em um asilo de loucos.
Crise de valores: aprofundamento em vez de soluções
Para o crítico literário Raymond Olderman, o esforço frustrado que faz Holden Caulfield para encontrar sentido em uma sociedade sem valores representa o fim da “procura norte-americana por uma utopia pura”. A observação aponta para um futuro de produções literárias que aprofundam mais do que resolvem a crise de valores dos anos 1960 e 70. É bem possível que esse aprofundamento tenha a ver com um segundo bombardeio que atinge o meio cultural norte-americano, agora proveniente não da tecnologia bélica, mas do mercado de ideias que começava a detectar mudanças históricas profundas em um mundo que viria a ser conhecido como pós-moderno e globalizante.
O que esse bombardeio de novas ideias coloca em xeque é a própria possibilidade da representação ou, pelo menos, a possibilidade de uma certa maneira de representar que era ainda possível para as gerações anteriores. Digamos, para simplificar, que se há uma crise de valores nos romances de Saul Bellow ou de Ralph Ellison, essa crise ainda pode ser representada, o que implica a existência da possibilidade de resolvê-la. A representação, no final das contas, já é um início de controle do problema. Se a resolução vai ocorrer ou não, é outra história, feita dos otimismos ou pessimismos que resultam do ato de representar. Mas uma das correntes dominantes do pensamento que se afirma nas três últimas décadas do século 20 sugere que o ato de representar pode bem ser não só opressivo e violento, mas ilusório. A representação necessariamente falsifica, portanto não representa e não pode ser levada a sério.
É essa negação do ato de representar que leva um crítico atual, Joseph Conte, a pensar a ficção norte-americana pós-moderna como um “exercício de fabricação do caos” (a chaotics). O crítico lembra que novas formas de conhecimento, a exemplo da Cibernética, da Teoria do Caos e da Geometria Fractal, entre outras, rejeitam a distinção tradicional que fundamenta todo ato de representar, ou seja, rejeitam os binarismos da ordem e da desordem, do conhecido e do desconhecido, do bem e do mal.
Trata-se de perspectiva enfaticamente relacional, já que não mais opera com os conceitos de dependências e penetrações, mas percebe apenas interdependências e interpenetrações em sistemas a serem entendidos como processos permanentes e abertos. É fácil ver que essa forma de pensamento privilegia a ausência ou inexistência de centros e hierarquias, a dispersão da autoridade e da informação e a possibilidade de estruturas que se “auto-organizam” a partir de sua própria condição de instabilidade. A internet opera, em certa medida, nos moldes desse princípio estrutural. Não é preciso ir muito longe para perceber que essas teorias têm a sua contrapartida nas disciplinas das humanidades: os conceitos de instabilidades em Lyotard, os rizomas de Deleuze e Guattari, a crítica do logocentrismo em Derrida, a morte do autor em Foucault e Barthes, o intertexto em Julia Kristeva.
Fabricação do caos
De formas diversas, escritores maiores das três décadas finais do século entregaram-se assiduamente ao exercício de “fabricação do caos” e à tentativa de rejeitar a representação, o que torna a leitura de seus textos difícil e, para o leitor despreparado, entediante. Cada um à sua maneira, fabricam o caos autores como John Barth, Donald Barthelme, Gilbert Sorrentino, Don DeLillo, Robert Coover e Thomas Pynchon. Há um conto de Donald Barthelme, “A sentença” (“The sentence”), que parece ter sido feito sob medida para exemplificar a crise da representação, a ênfase em processos abertos, a falência da força da origem e o questionamento das hierarquias:
“Ou uma longa sentença movendo-se com uma certa velocidade em direção ao final da página – se não desta página então de alguma outra – onde poderá repousar, ou parar um momento para refletir sobre as questões levantadas por sua própria (temporária) existência, que termina quando a página é virada, ou a sentença desprende-se da mente que a sustenta (temporariamente) como em uma espécie de abraço…”
Sentença ensimesmada, rejeita a mimese clássica e entrega-se a devaneios sem início ou final: começa com uma digressão que parte de lugar nenhum e desilude o leitor de qualquer significado último, já que só pretende chegar à margem inferior da página.
O leitor não pode esperar do texto uma epifania joyceana, ou uma visão de mundo, mas apenas a força de um processo de gestação de significados alternativos, nenhum mais interessante do que o outro, ou mais ou menos revelador de uma mensagem profunda. O abraço da sentença com a mente torna-se pretexto para uma longa comparação com o abraço entre marido e mulher, que por sua vez desliza para outra comparação, que significa agora uma interrupção desagradável para um ouvinte de rádio FM. Ao leitor que, na tradição flaubertiana do mot juste, perguntasse a razão da escolha da referência à rádio FM, a resposta só poderia ser: “por que não?”
Apontando para a morte da representação, a proposta da nova ficção pós-moderna não pode deixar de ser inquietante. Afinal de contas, a cultura ocidental aprendeu a depender das tecnologias de representação desde as suas origens na civilização grega. Resta saber se, como querem alguns, a representação já vai tarde ou se, ao contrário, encontra-se em um momento de transição que prepara o caminho para novas formas de representar uma nova realidade histórica.
Fonte: http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/a-prosa-da-pos-guerra/
Acredito que o artigo consegue realizar uma síntese do tema abordado (influência da guerra na literatura), de maneira profunda, pois, além de apresentar teoria sobre o assunto, o artigo exemplifica com o nome de alguns escritores e exemplos de algumas obras como a temática sobre a guerra reflete em textos literários, como podemos ver no romance: Ardil 22 (Catch 22), de Joseph Heller mencionado no texto.
ResponderExcluirAndressa Souza
Chamo a atenção para uma passagem constante no inicio do texto, em que o escritor Kurt Vonnegut fala sobre a guerra tecnológica. A ciência que, parafraseando, deveria proporcionar meios de sobrevivência é a mesma capaz de acabar com ela.
ResponderExcluirVoltando ao tema literatura, as transformações/desilusões desencadeadas a partir da grande guerra nos deixa cada vez mais próximos de como esse evento influenciou a prosa até chegar em um questionamento: será que a representação ainda mostrava-se eficiente?
Intrigante é verificar como esse infeliz evento modificou as pessoas e aos escritores, que começaram a reagir, inclusive, contra a representação.
Assim, refletindo a respeito do ultimo parágrafo do autor, Eu acredito que a representação é e sempre será uma ferramenta fundamental para a humanidade não somente como meio de doutrinar e disciplinar, mas também como maneira de o ser humano sonhar e desejar coisas. O ato de representar poderá passar por transformações, assim como tantas outras mudanças ocorreram no mundo. Mas a representação não pode desaparecer. (Leardini)
Apesar do artigo acima referir-se a influência da 2ª Guerra Mundial no contexto da Literatura prosista, nos Estados Unidos, percebe-se a grande questão por trás de qualquer texto dito literário: a influência da sociedade na arte. Como se sabe, a literatura, arte da palavra, apresenta reflexos da vida humana e da sociedade em que se insere, definindo apoio ou crítica a certos acontecimentos, como a Guerra. E isso não é exclusividade de um ou outro povo, ou de uma ou outra arte. Basta lembrarmos de Picasso e seu "Guernica" (Guerra Civil Espanhola), os filmes de James Bond, que a principio lutava contra inimigos russos e as músicas como o Rock n'Roll, protesto contra a guerra, inclusive.
ResponderExcluirTermino destacando a frase de Antonio Cândido: "A literatura é o sonho acordado das nações".
Muito interessante o artigo, pois faz nos compreender melhor os processos e indagações que inspiraram grandes autores nesta época de intensas modificações em todos os aspectos,culturais, econômicos etc além de trazer a tona a grande importância da literatura ao qual faz-nos experimentar a essência do ser humano portanto, aguçando nossa sensibilidade.
ResponderExcluirBom, muito interessante o artigo, pois ele mostra como o tema "guerra" não influenciou apenas a literatura mais também uma gama de outras áreas como a politica, a economia, a musica, o cinema. E também mostra como vários autores/diretores usaram o tema pra escreverem seus roteiros/livros que hj em dia ainda fascinam muita gente.
ResponderExcluirCONRADO PARRO
O artigo mostra as várias transformações sociais, econômicas e culturais.Kurt Vonnegut, um dos grandes representantes da geração literária critica essas mudanças através de suas obras.
ResponderExcluirA concentração de ideias colocada pelos autores apresentadas no artigo, possibilitou posições de um ponto de vista não vista na mídia. O leitor acaba refletindo mais através desse artigo, questionando as autoridades e responsáveis.
O artigo não aborda apenas a prosa originada no pós guerra, mas também elementos e características socioculturais da época. A influência da guerra na literatura é muito bem abordada pelo autor do artigo, pois leva o leitor a perceber as modificações literárias decorrentes no período pós guerra, mudanças sociais e o ponto de vista de autores da época colocados em suas obras.
ResponderExcluirMuito interessante. Apesar de o artigo não ser sobre a influência da guerra na literatura britânica, ele permite que possamos ter conhecimento da importância da guerra na arte literária. O artigo também cita alguns escritores e como suas obras refletem os acontecimentos da época.
ResponderExcluirO artigo expõe muito bem os pontos principais do tema abordado, a influencia da guerra na literatura. No artigo é possível encontrar exemplos de vários autores que sofreram essa influencia, como por exemplo, Joseph Heller.
ResponderExcluirCom a leitura do artigo pode-se chegar a conclusão de que a sociedade é a maior influencia das artes, pois a arte imita a vida, a representação da vida real é necessária para expor a opinião e os sentimentos de uma época toda. E com a guerra não é diferente, a maneira que as pessoas acharam mais propicia para protestar e serem ouvidas foi o reflexo na literatura e na arte.
Elisa Cristina R. Souza
Na minha opinião, o ponto de maior ganho do artigo para nós, estudantes de Literatura, foi o panorama histórico desdobrado no início do texto, permitindo que novas relações entre autores, obras e contexto fossem feitas, o que dá margem para novas interpreções às produções da época. Embora nós sempre tenhamos esse tipo de análise nos estudos literários, o artigo traz uma quantidade maior de eventos, o que possibilita situar as obras num determinado momento no tempo e no espaço com mais propriedade.
ResponderExcluirO artigo é muito interessante, pois ele nos mostra como acontecimentos envoltos do mundo podem influenciar diversas áreas, assim como a guerra influenciou as obras de alguns autores, porém, essa influência não é vista somente nas obras de autores, mas assim como já fora mencionado, também "afetou" o cinema, as músicas e a política da época e através dessa influência presente nas categorias mencionadas, é possível saber e compreender o que aconteceu. O artigo também nos passa a grande importância da literatura e o que ela é capaz de fazer em relação as mudanças dentro da sociedade.
ResponderExcluirAs marcas da guerra na sociedade não ficaram apenas nos corpos.Sentimentos de incertezas ecoaram também na arte de representar.Judeus, negros e brancos, sentiram as mesmas angústias ao produzirem seus romances.Décadas se passaram e muitos autores ainda sentem as mesmas angústias na produção de suas obras.Ainda existem questionamentos sem respostas,bombardeios de ideias alienadas e leitores conformados.
ResponderExcluirGlória Souza
O artigo ressalta, e muito bem, a influência da guerra nas obras literárias, trazendo uma ampla descrição logo no começo, de obras que marcaram, devido o seu contexto histórico. É interessante ressaltar, como já foi mencionado, que a guerra não só teve um papel importante na literatura, como também na sociedade, que se transformou após elas. Em alguns pontos ela evoluiu, em outro, fomos bombardeados por ideais que denegriram o ser humano, fazendo assim uma "fabricação do caos", como é mencionado no texto.
ResponderExcluirAs guerras e as consequentes mudanças na sociedade demonstram a "fabricação do caos", e toda a história serve de "fábrica" para a literatura. É fato percebermos enquanto leitores e com base neste artigo, o quanto a história, principalmente com acontecimentos catastróficos como as guerras, moldam a sociedade e moldam a literatura. O que muda é como cada autor transpõe isso numa literatura cada vez mais histórica e que vai de acordo com os interesses. Interesse em mostrar a segregação racial, as diferenças sociais e as guerras, às vezes não em formato literário, mas em arte visual, como citou nosso colega Jefferson Coutinho.
ResponderExcluirEsse artigo só reinforça a discussão que tivemos em aula sobre a necessidade de legitimação, nesse caso a importância da Literatura para que a história não seja esquecida. Mas não só a história. A medida que cada autor coloca em suas obras as impressões, sentimentos de cada época, somos transportados para os acontecimentos, passamos a experimentar um pouco do que as gerações vivenciaram. As marcas da história legitimadas na Literatura nos lembram do que não podemos aceitar que aconteça de novo e de tudo o que, infelizmente, não podemos controlar.
ResponderExcluirO artigo nos apresenta vários exemplos de como a guerra influenciou e ainda influencia na literatura. Antes de termos as duas grandes guerras o tema mais comum era a utopia, pois havia esperança e torcia-se para o melhor; depois das guerras um dos temas mais atuais é a distopia, onde não há mais esperança para a terra e torce-se apenas pela sobrevivência, como é o caso da série Jogos Vorazes e tantos outros, ou seja, mesmo algumas décadas depois das guerras ainda existe a "fabricação do caos", a diferença é que agora quase não há mais esperança.
ResponderExcluirO artigo vem para ressaltar a maneira como a literatura se forma a partir de um momento histórico, e como determinado momento influencia e é evidenciado em produções literárias que nos remetem até época citada no texto. A forma como os sentimentos são colocados, a revolta, a incerteza do momento são retratadas de forma fiel, mostrando mais uma vez como a literatura tem o poder de nos levar a lugares não conhecidos e a épocas distantes.
ResponderExcluirO artigo aborda muito bem a influencia da guerra com a literatura,a prosa literária daquela época foi marcada por um misto de desconfiança,medo,angústia e alienação.No artigo o autor comenta sobre o romance Ardil 22 (Catch 22), de Joseph Heller, os personagens desse romance vivem o momento de finais de guerra.
ResponderExcluirMarcela Martins
A primeira e segunda guerra mundial mudou para sempre o pensamento humano. Nunca mais fomos nem seremos o mesmo e nunca mais poderíamos superar ou esquecer o que foi o massacre das guerras mundiais que ainda hoje são feridas que não se saram na história do ser humano.
ResponderExcluirA ciência, que tinha o papel de ajudar o homem a entender a natureza e de trazer cura as doenças também trouxe a tecnologia usada para matar, destruir e dizimar não apenas muitas pessoas ao mesmo tempo, mas cidades inteiras, como no caso da bomba atômica. Nunca antes se viu tanta maldade em uma escala tão grandiosa do que foram essas guerras.
A literatura, como muitas outras coisas, também foi afetada. Os autores precisavam usá-la como instrumento para mostrar o caos que a maldade humana podia causar. Não apenas em livros, mas em poemas, como mostra este artigo.
O clima de desânimo, alienação e loucura são temas comuns neste período. Não é de se espantar. Como as pessoas daquela época, poderiam compreender o que estava acontecendo? Como eles poderiam aceitar essa maldade? Ninguém estava preparado. Ninguém estava preparado para uma guerra que mata milhões de pessoas de uma vez em alguns minutos? Ninguém estava preparado com metralhadoras que matavam milhares de soldados de uma vez. Como a literatura poderia ser otimista e alegre numa realidade tão sangrenta?
A literatura só poderia representar todo o desconforto, frustração, loucura e entorpecimento que a sociedade sente.
Danielle Santana
Entendo que quando Bellei cita a “morte da representação” está se referindo a legitimação de quadros da sociedade. Traçando um paralelo com a literatura britânica, vimos Dickens e Austen abordar, por exemplo, o papel da mulher na sociedade: o sonho de domínio sobre si mesmo não havia legitimidade. Com essas questões levantadas – não à inferioridade feminina, não à banalização da pobreza, não à miséria – esses assuntos puderam ser vistos e sentidos pela sociedade. Autores como Austen e Dickens buscaram chamar a atenção da sociedade para uma realidade injusta. Essa representação deu margem para o início da legitimidade desses aspectos.
ResponderExcluirRetomando as informações contidas no artigo, a crise da representação está associada à crise de valores da época pós-guerra. Como dito no texto, os sentimentos de desconfiança, medo, angústia, falta de esperança tornaram a vida humana alienada, sem significado, sem sentido. A “fabricação do caos” exercida por alguns autores se volta contra a representação, pois não havia o que ser representado, a mente humana estava vazia, indiferente, entorpecida.
O artigo sintetiza como a Literatura foi e é até hoje movida e influenciada por eventos sócio-histórico-econômico, através da representação escritores e artistas conseguem legitimar, os sentimentos e o pensamento de um povo.
ResponderExcluirAna
Neste texto o autor expõe como a literatura foi grandemente influênciada pelas guerras da época e como esses terríveis eventos deixaram cicatrizes tanto física quanto psicológicas, tornando-as amargas, desconfiadas e sem esperaça.
ResponderExcluirSara Garcia Santos
Muito interessante artigos como esse, pois nos faz entender melhor o contexto em que autores importantes estão inseridos e como trazem em seus escritos traços e influencias de suas vivências e conflitos de uma sociedade, nos ajudando assim a entender melhor algumas obras literárias.
ResponderExcluirQuiraele Erica Santana
Artigos como este, nos ajudam a entender cada vez melhor, como acontecimentos de grande proporção como as guerras, podem trazer uma grande influência, que vai desde o comportamento humano à estilos de vida e pensamentos, trazendo grandes mudanças, não só no cinema, nas artes, na sociedade e principalmente na literatura. Através de tudo isso, os autores conseguiram mostrar em suas obras, todas as mudanças, conflitos e vivências que sucederam nas pós-guerras, tornando inclusive algumas obras um tanto entediantes para alguns leitores mais despreparados.
ResponderExcluirFernanda Blazquez Lauer
É importante pensarmos como a literatura é um agente de formação da sociedade e essa se faz um mero reflexo dos acontecimentos do nosso cotidiano, o período descrito no texto e os acontecimentos faz com que a literatura e não somente ela mas também todas as artes sejam repensadas e se transforma assim como há uma ruptura brusca na história isso também se reflete na literatura (e nas artes em gerais). Um outro aspecto que gostaria de comentar aqui é o fato de pós-modernismo, existe o conceito do sociólogo BAUGMAN (MODERNIDADE LÍQUIDA)que nos apresenta o conceito de modernidade liquida como o ato de produzir coisas que não seguem a uma regra mas sim fluem como um liquido entre os dedos, e esse não tem sequer uma regra base a se fundar. Podemos também perceber que esse período que é extremamente político não somente nos estados unidos mas como em todo o mundo fez com que as artes tomasse um novo rumo.
ResponderExcluirÍcaro Fontanini de Camargo
O artigo mostra como grandes acontecimentos influenciam a literatura!
ResponderExcluirÉ importante destacarmos a literatura como um fato que mudou muito o pensamento do homem. O artigo nos proporciona uma visão de como a guerra teve influência também nas obras literárias. A guerra moldou a sociedade assim como moldou a literatura de forma que agora estudando mais a fundo podemos entender essas mudanças com mais conhecimento.
ResponderExcluirDanilo Fernandes Leopoldino
É impossível separar a literatura da guerra, porque a literatura é o pensamento do homem sendo exposto, e a guerra, sua ação. Por isso é que as guerras influenciaram de maneira tão forte as obras de sua época, e a literatura, veio trazer entendimento e mudança de pensamento ao homem. A política veio influenciar a arte, fazendo com que um novo caminho fosse tomado a partir de então.
ResponderExcluirrayssa paulucci moreno
Exelente artigo deixa claro o tema pós guerra que tem muita relação com as obras literárias,além de contextualizar tais referencias entre a literatura e guerra.E muito mais o que estas influencias corresponde na sociedade e no mundo em fatores economicos,politicos e culturais.Enfatizo Exelente texto.
ResponderExcluirArtigo revela que de grandes revolucoes surgem grandes poetas.
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